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terça-feira, abril 27, 2004

Mais uma bola dentro do Joaquim Ferreira dos Santos nO Globo de ontem, inspirando-se para conceber seu próprio estilo jornalístico e inspirado pela perspectiva de férias... [eu também mereço!]
Tudo bem que é de interesse especial das minhas queridas redatoras: Mari, Liza e Mi... [mas todos sabem que eu sou um jornalista frustrado que queria entender de lides, sublides e estilos investigativos ou literários, enquanto procuro me contentar com sanar as doenças dos outros.]
Não sejam afoitas meninas! Não se desesperem [viu, Elizabeth?]. Se ele ainda está procurando, vocês têm mais do que tempo para encontrar seu traço autoral. Beijo em cada uma.

Frase-mote da semana:
"Cabeça vazia, quintal do diabo"

segunda-feira, abril 26, 2004

Dias frios 

Dá até pra se sentir dentro dos versos do Djavan:

Um dia frio,
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo

Um dia triste,
Toda a fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide.


Por que é que a gente fica melancólico em dias tão apreciáveis?

Um dia frio 

Dia perfeito! Céu nublado, em tons de cinza, a temperatura amena, uma brisa constante, nenhum suor requerido para homeostase da temperatura corporal, ao contrário, o corpo pedindo um casaco e uma coberta aconchegante...
O contexto não me permite fugir à declaração:
Eu preciso de dias assim!
Para apreciar com mais gosto o meu café, a minha cama, o banho escaldante, os abientes internos, os filmes e os livros, que quase incomodam no calor...

Fiquei ao mesmo tempo contente e desolado com a reportagem dO Globo de hoje dizendo que essa será a semana mais fria do ano no Rio.
Bom que o calor deu uma trégua. Péssima perspectiva de todas as outras semanas serem mais quentes que essa.

Felizes dos meus amigos paulistas que têm alguma chance de inverno...

domingo, abril 25, 2004

Dor! 

A partir de hoje, de agora, eu posso atestar o que já li inúmeras vezes nas introduções de trabalhos sobre cefaléias [é o tópico da experiência mais próxima de uma iniciação cinetífica que tive na faculdade]: é uma doença debilitante!
A dor que sinto agora - como se dentro do meu encéfalo curssasse a gestação de um bebê-elefante e, pior!, a minha maior vontade é a de pari-lo o quanto antes - é cabivelmente a maior causa de absenteísmo dos EUA. Entendo até como pode levar ao suicídio.
Não sei se grito, se dou um murro na parede, se dou com a cabeça na parede, se cedo à náusea, se bebo mais água, se tomo mais remédio... É exaustivo, mas não consigo pensar em outra coisa!

Compadeço-me enormemente de quem é vítima dessa tortura interna cronicamente, em especial da minha amiga Lu, cujo sofrimento já presenciei tantas vezes, mas nunca compreendi tão bem. Nada justifica isso, amigos! Eu estou com vocês!

Benditos sejam os tratamentos agudo e crônico das cefaléias de qualquer origem, primárias ou secundárias!
Viva aos triptanos, beta-bloqueadores, tricíclicos, anti-epiléticos, AINE's, IMAO e quaisquer drogas que livrem um ser humano - o mais vil! - desse padecimento, ainda que paliativamente!!

Preciso retomar esse trabalho de iniciação científica...

sábado, abril 24, 2004

Post randômico 

*Pegue o livro mais próximo de você.
*Abra o livro na página 23.
*Ache a quinta frase.
*Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.

"Será que não bastava mandar um estagiário perguntar - se é que essa perguntação era mesmo necessária -, será que o gerente tinha de vir em pessoa e mostrar através disso a toda a familia inocente que a investigação desse assunto suspeito só poderia ser confiada ao entendimento do gerente?

in Kafka, Franz "A metamorfose"

Noites cariocas 

Observações da noite de quinta [porque aprendi que avaliar é sempre a chave para aproveitar o que acontece]:

+ "Alguém tem que ceder" é um filme que poderia ser engraçado de verdade se fosse menos óbvio. De tão previsível ficou longo demais, apesar de durar apenas as duas horas convencionais. Vale pelo elenco, por algumas gargalhadas, pelos erros de manobras semióticas do Dr. Keanu Reeves e, sobretudo, pela trilha sonora deliciosa!! [mesmo parecendo que aquela é a úinica música francesa que existe.]

+ A Elizabeth ranzinza é melhor que a Milena de mau-humor. [Te adoro, Mi!]

+ O pastel de carne seca com catupiry do Belmonte é imperdível. Agradecendo à Júlia pela ótima pedida.

+ Um bar que cobra R$0,60 a mais pelo chopp escuro não merece meu respeito [apesar dos imperdíveis pastéis de carne seca com catupiry]! Ainda mais quando o chopp claro já custa R$2,40... Qual é o preconceito?

Caros amigos-leitores,
Não foi até ontem, quando adveio a intervenção externa da Júlia e do Patrick enquanto tomávamos uns chopps bem servidos [e bem pagos!, né Julia?] no Belmonte, que eu reparei que eu não postava aqui desde domingo!!

Negligência imperdoável.

A Júlia observou: "você deve fazer do seu blog um diário".
Era mesmo a ideia. Mas eu andei muito atarefado no início da semana e um tanto desanimado nesses ultimos dias de feriado.

Peço desculpas, já retomando os serviços.

domingo, abril 18, 2004

Quando as horas do dia não bastam 

Hoje acordei 6h30' [sim, hoje é domingo, a data não está errada]! Surreal.
Isso, pra chegar na Tijuca às 7h35' e ficar esperando até as 9h18' para começar uma prova indesejada pra estágio nos Hospitais Municipais.
Por que diabos eles nos fazem chegar uma hora antes no local de prova e ainda atrasam 20 minutos para o início da maldita dita-cuja?

Assim que, por um mecanismo psicológico de compensação pouco esclarecido, eu sempre acho que após cumprir uma tarefa árdua, terei a bonificação cósmica de momentos agradabilíssimos pelo resto do dia.
Planejei-os todos: almoçar com os amigos, tirar uma soneca reparadora, visitar minha priminha [Claricinha] que acaba de nascer, dar um abraço na Lela [querida!] que faz aniversário, ir a uma boa missa e participar da confraternização do Coral após uma bateria de ensaios incessantes para Retiro de Páscoa, Via Sacra e eventos complementares...

Resultado: Chegar à conclusão de que o tempo é imperioso e o dia é insuficiente para tamanha compensação. Pior quando me ocorre que tenho uma prova terça de manhã, para a qual devo saber diabetis [só?! olhando assim parace simples...], e amanhã é virtualmente impossível estudar!

Só comi e dormi. Tô indo estudar.
Droga!

sexta-feira, abril 16, 2004

Post de Quarta 

Esse post devia datar de
Quarta-feira, 14 de Abril de 2004 - por volta das 19h30min, posterior a um período pós-prandial de gargalhadas com o Alemão e a Lídia [em frente ao restaurante do HU - "o Menina", para os íntimos - traduzindo-se em atraso de 40 minutos para o ambulatório...].

Destaque da conversa:
"Na aula da manhã, o professor pergunta: 'Qual a outra doença de base, além do diabetis, que tem como complicação a necrose de papila renal?'
No ínfimo intervalo em que eu me dedicava à contemplação da minha ignorância, pensando 'Que pergunta impossível!', o Alemão responde como se tivesse nascido sabendo [em alto e bom som, como de hábito, pra quem conhece a figura]:
'Anemia falciforme!'"

Anemia falciforme?!
Como assim?! Anemia falciforme!! [as palavras retumbavam na minha cabeça...] Seria a opção que eu ia eliminar de cara numa multipla-escolha!!!
Como alguém pode esbanjar tanto conhecimento com tamanho desprendimento? É uma ofensa aos menos capacitados e mais preguiçosos...
Registrado meu protesto e certa admiração...

Frase do dia:
"Adoro meus vícios. Eles me mantêm sob controle."

Satisfação 

E eis que depois de uns dias de muito sono [cuja culpa eu tentei atribuir ao anti-histamínico, mesmo sabendo que é de segunda geração... - a auto-enganação é foda!], eu retorno a essa minha casa virtual e a encontro cheia de amigos!!
Fiquei muito contente!

Me explico: é que, somente no meu último post, havia 6 comentários de visitantes ilustres: Mari, Carola, Cynthoshi, Patrick, Crisinha...

Já estou formando meu público fiel... Em menos de duas semanas!!!
Yei!!

Então esse post é especialmente pra agradecer a companhia, até virtual, desses amigos. Que venham muitos mais! Conhecidos e por conhecer...

[quisera eu saber manipular esse troço pra botar uma foto, um desenho, uma carinha que fosse... Mas não sei!]

Abraços a todos.

terça-feira, abril 13, 2004

Insônia 

Essa noite eu não consegui dormir. Fechei o olho à meia-noite e abri de novo às 2h sem ter dormido um instante sequer. E eu nunca tenho insônia!!

Então, me deixei corromper pela vigília e me levantei. Grande erro!!! [aos amigos insones: lutem contra o mal deitados na cama, de olhos fechados, sem se mover, onde território lhes é favorável. Nunca, repito, nunca! dirijam-se à cozinha...]

Em terrítório inimigo e me aproveitando do fato de não ter jantado, comi sanduíche, tomei chá, arroz doce, chocolate, balinha de hortelã... E nada. Os zóião lá, aberto!

Completamente rendido, me restava ligar a televisão. Ô programaçãozinha chata! E olha que eu não costumo reclamar de quaisquer seriados [vi a estréia de Jake 2.0 na Sony: interessante, mas já sei que ficou só na primeira temporada].

Resultado: dormi das 4h25min às 6h30min e ainda perdi a carona. Com o "plus" de perder a tarde dormindo.
Humf!


segunda-feira, abril 12, 2004

Dar ou levar um perdido 

Leiam a coluna de hoje do Joaquim Ferreira dos Santos no segundo caderno dO Globo e montem seu glossário de lugares-comuns para qualquer ocasião de redação menos exigente. Nada substitui sua precisão de conteúdo.

Não deixemos morrer esse baú de preciosidades que está sendo enterrado com pompas de mal-gosto ultrapassado.

sexta-feira, abril 09, 2004

Por isso é Santa 

É mesmo interessante esse negócio de Cristo ter vindo ao mundo, morrido, ressuscitado e feito essa diferença toda. E tantas vezes a gente quase se convence de que tem um pouco de exagero nisso tudo, de que é uma certa forçação de barra, de que isso não é tão determinante assim...

Mas ficando perto de algumas pessoas, compartilhando o tipo de concepção da vida que elas têm e percebendo quanto a vida é mais impressionantemente densa e terna com elas, torna-se quase absurdo negar que isso só acontece pq elas seguem junto com a gente esse mesmo olhar que mudou a história. Esse abraço que mudou a história. As lágrimas da dor que salvaram a história...

Salvos a despeito da nossa bestialidade.
Por isso é Santa.

Por que Santa? 

Já é sexta-feira, sexta-feira Santa.
Eu queria saber explicar, bem dissecado, por que Santa; Pra que ficasse registrado, de forma comovida e convincente, o que ela tem de diferente das outras sextas de baladas e nights tão agradáveis [para agradar a cariocas e paulistas]; E que assim, qualquer despretensioso que entrasse aqui pra ler as bobagens que escrevo, fosse atravessado por esse poema de T.S. Eliot [Coros de "A Rocha"]:

E adveio então, num instante predeterminado,
um momento no tempo e do tempo,
Um momento não fora do tempo, mas no tempo,
naquilo que chamamos história: seccionando, dividindo a esfera do tempo,
um momento no tempo,
mas não como um momento do tempo,
Um momento no tempo,
mas o tempo foi feito através desse momento,
pois sem significado não há tempo,
e aquele momento do tempo lhe deu o sentido.

Pareceu então que os homens deviam seguir
de luz em luz, na luz do Verbo,
Através do Sacrifício e da Paixão salvos
a despeito da negatividade que o ser de cada qual continha;
Bestiais como sempre,
carnais, egoístas, interesseiros e obtusos
como sempre haviam sido
E ainda assim lutando, sempre reafirmando e recomeçando
a marcha num caminho que fora iluminado pela luz;
Tantras vezes parando, perdendo tempo, desviando-se, atrasando-se
e voltando, mas jamais seguindo outro caminho.



Susto! 

Nem ia postar hoje, mas fiquei perplexo numa conversa atoa com um amigo que está ensaiando uma peça infantil inspirada no "Pequeno Príncipe", de Saint-Exupery [de cuja aeronave foram encontrados os escombros no fundo do mar. Até essa semana, o acidente envolvendo sua morte era misterioso.]

Até que me lembrei que li esse livro há dez anos atrás, com 11. Desse comentário veio o susto:

HÁ DEZ ANOS EU JÁ SABIA LER!!!

Foi como se várias gerações me ultrapassassem, me deixando pra trás junto com os outros velhos...

Humf... Vou dormir de meias.

quinta-feira, abril 08, 2004

Num dia de sol... 

Estou em mais um dia rendido à preguiça...
Daqueles em que se acorda com sono, dorme-se mais um pouquiho e fica-se vendo uma comédia romântica pela quarta ou quinta vez...
O filme ideal seria "Notting Hill", mas "When Harry met Sally" era o que estava ao alcance da mão sem precisar levantar, o que só acontece para pegar alguma comida ou chocolate, que possivelmente acabará antes da Páscoa.


terça-feira, abril 06, 2004

Insucesso... 

Segundo dia de blog e eu me sinto incapaz de postar de tão exausto!

Aliás, acabo de retomar a desconfortável certeza de que pra dar conta de saber tudo o que eu esperaria saber como médico, eu teria que dedicar, no mínimo, todo o meu tempo livre ao estudo. E hoje essa sagaz conclusão nem foi minha, foi do Alexandre André, um amigo muito mais ágil, organizado e disciplinado que eu...

Seria muito interessante ser um "divo" da hepatologia ou do estudo das doenças do colágeno. Uma perspectiva muito atraente, mas desconsoladamente eu tenho que reconhecer que eu preciso do resto da minha vida. Fazer o que?

Fazer o melhor possível...
[quem diria que eu já estaria repetindo palavras do meu pai... tô ficando velho mais precocemente do que imaginava.]

TV... 

Mencionei a relação desvirtuada com a TV... Mas Sex and the City ainda vale à pena. Representa com sensibilidade cada traço de uma mentalidade contemporânea com tons de Manhattan, mas que é cada vez mais nossa também.
Interessante ver o quanto nos identificamos com tantas idéias implícitas no cotidiano arrojado das quatro bem-sucedidas "meninas". Vale à pena depois é tentar entender em que isso implica pro nosso dia-a-dia aqui...

segunda-feira, abril 05, 2004

Detalhismo, perfeccionismo ou pura obsessão? 

Pronto!

Já temos comments.
E eu aconcluí que sou obsessivo: não consegui largar desse computador até o sistema de comments estar disponível. Não está do jeito que eu quero, mas já se foram duas horas e meia e eu aqui: criando coisas e mudando de lugar...

Cada milímetro de incorreção parece importante, por mais que não quisesse.

Obsessão, (Psiq.) Idéia ou impulso que não pode ser eliminado pela lógica ou raciocínio; tende a impor-se ao Eu, evoluindo paralelamente a ele sem ser aceito pela consciência.
[já a idéia fixa é admitida pela consciência]

Tenho que sair daqui.

Retiro o que disse... 

Como é insosso descobrir-se ignorante... Insosso com esguicho da saliva meio ácida dos momentos de desgosto.
A felicidade da ignorância é fugaz para os atentos e para os quem têm quem os alerte.
A minha BlogGuru, Mari, acaba de me dizer que meu blog não tem sistema de comentários...
"Mas como?! Eu achei que já vinha embutido!"
Tolo.
Eu que pensei que essa vida seria fácil, fui flagrado no meu html-analfabetismo que vai me dar dor de cabeça.
Lamento que vocês não possam postar.
Fica pra mais tarde.

Taí, então. 

Foi fácil me cadastrar nesse negócio, passando batido pelos termos de consentimento [nunca saberei o quanto me comprometi aceitando-os todos, a vida toda, às cegas; pouco me importaria se fossem escritos em turco].

Fica esse lance inicial na tentativa de retomada de alguma escrita inteligente na minha vida. Quem sabe passe a ocupar o tempo disperso com TV? [uma relação de amor e ódio ancestralmente desequilibrada que consome minha vitalidade mental]

Abraço imenso pra quem passar por aqui.
Um muito maior e mais caloroso pra quem gostar.

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