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terça-feira, setembro 28, 2004

Quando você sabe que o verão chegou 

+ Você acorda às 8h e QUER sair da cama porque está com calor. [e o dia lá fora está lindo!]

+ Você sonhou que estava fazendo exercício, levando uma vida saudável, numa piscina gelada [isso é fato!]

+ A cafeteira sobre pro armário e cede lugar ao liqüidificador [que se descobre com defeito e está sendo interinamente substituído pelo processador]

+ Você troca o pijama por um short com hibiscos [tsc]

+ A sua preguiça é surpreendida por uma vontade de dar uma corrida na praia. E quem sabe um mergulho depois?

P.S.: Vejam que esse é o verão na primavera, muito mais ameno. Quando chegar dezembro, vocês saberão o que é o meu humor de alto verão nessa cidade escaldante!

domingo, setembro 26, 2004

Conversas improváveis 

E, no meio da madrugada:

- Qualquer coisa que venha do mar e não tenha escamas é proibido. Mas eu li que se os judeus comessem essas coisa (cheias de proteínas) passariem muito mal no clima do deserto.

- Mas camarão tem exoesqueleto. Quase escama.

- Ah... mas num tem.

- Ãh...

- Cara, vc acredita q os muçulmanos têm essas mesmas restrições alimentares? E o irã é maior produtor mundial de caviar. E é muçulmano... se o iraniano idiota fosse encostar no esturjão, q não tem escamas, ficaria impuro e não iria pro céu...

- Hum... Se não fosse assim, ia-se comer caviar como feijão por lá.

Momento pernóstico 

"Eu me valorizo muito quando me complemento."

terça-feira, setembro 21, 2004

En la Radio: Ana Carolina 

Confesso, acordei achando tudo indiferente.
Verdade, acabei sentindo cada dia igual.
Quem sabe isso passa, sendo eu tão inconstante.
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas, mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não lhe deixo em paz.

Confesso, Ana Carolina

Inversão existencial 

Domingo, às 20h30min, tendo trabalhado exatamente até o minuto de sair, eu tive certeza de que o plantão não tinha valido à pena. Estava num primeiro dia de resfriado, em jejum para tentar colher sangue, e, num surto de vigilância moralizante, o chefe da equipe resolve acreditar que não estávamos fazendo nada, só porque o plantão estava menos movimentado. As salas de atendimento sendo esvaziadas, os pacientes todos evoluídos – evento inédito – e o mané, com a simpatia que lhe é peculiar, fazendo comentários de um sarcasmo elaboradíssimo:
"Assim é muito fácil dar plantão em emergência... Só encontro vocês na cafeteria, batendo papo nos corredores, na sala de descanso.... Dar plantão nessa equipe é muito fácil!"
Ali mesmo, decidi que não seria abalado por aquilo. É claro que a figura só nos encontraria nas horas de descanso – merecido almoço de meia hora depois de uma manhã de jejum e tempo para escovar os dentes depois! – porque nas salas ele nem entrava! Cada vez que cruzava comigo, aporrinhava. Que ódio!!! [É. Não sou inabalável.]
Mas como acontece, pra não me deixar chafurdar na minha revolta, a realidade me prega uma peça. Ontem, voltando do barbeiro, encontrei um paciente que atendi para a alta depois que teve um episódio de crise convulsiva por abstinência alcoólica, já que tinha abandonado o tratamento com anti-epilético para voltar a beber dois meses atrás... Na hora de sair, ele me pediu, com a postura mendicante de que todo homem devia se revestir, que eu lhe conseguisse uma refeição. Tinha passado 24 horas no hospital sem comer nada! Não sabia como fucnionava isso, mas perguntei às pessoas certas e dei um jeitinho de inserir a dieta numa lacuna da papeleta dele. Carimbada, óbvio! [Por favor, não me processem.]
E o cara me aparece num balcão de padaria aqui do lado de casa! Eu o reconheci de costas porque estava com a mesma roupa (tsc) e pensei logo “deve estar pedindo uma pinga e cagou para as minhas recomendações de retomar o tratamento!”. Mas fui cumprimentá-lo assim mesmo, quando ele recebeu um café preto. Quase entalei para engolir o meu preconceito e perguntei se ele tinha conseguido almoçar no dia anterior. Depois de um tempo pra me reconhecer – afinal, eu tinha feito a barba! –, o olhar dele era tão agradecido pelo pouco que eu tinha feito que caiu sobre a minha cabeça como uma bigorna toda a negatividade que começava a prevalecer, e seria carregada pros plantões futuros.
É, Gustavo! Mais uma pra você aprender...

domingo, setembro 12, 2004

Se a minha soubesse fazer pão-de-mel... 

Tá tudo bem agora que o plantão acabou. Lá, almoçar um sanduíche de pão light de aveia que preparei é banquete. Chegando em casa, o bolo de cenoura simples que encontrei feito pela minha mãe, apesar de ela não estar, parece pão-de-mel...

quarta-feira, setembro 08, 2004

Air France 

Fico contente quando vejo um grande acerto publicitário. Acho que me sinto realizado de uma maneira indireta com aquela sacada de uma mente humana. É como um orgulho da espécie engenhosa que constituímos. Por isso, abri um sorriso quando li na banca de jornal:
“Air France. Fazendo do céu o melhor lugar da Terra.”

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