segunda-feira, agosto 30, 2004
Silogismo simples
“Vou postar hoje porque estou de bom-humor.
Estou de bom-humor porque cheguei do plantão.”
Para alguns desse poucos que me lêem que não são – ou foram – acadêmicos de medicina em plantões de emergência de grandes hospitais públicos, o silogismo simples acima até que pode fazer algum sentido.
Mas aqueles que passaram por isso haverão de concordar que eu negarei que algum dia disse isso muito, muito em breve. Me chamem de maluco! [chamem mesmo!] Mas entrei no plantão do maior serviço de emergência da América do Sul – leia-se a representação mais visceral do caos social da América Latina -, depois de uma noite sem pregar o olho de tão ansioso até as seis e meia da manhã. Rodei durante horas, me perdendo mais do que me achando, por corredores verdes de odores questionáveis onde nunca tinha estado. E o resultado é que fiquei contente. Nunca sabebrei como, mas ao final das contas, acabei me achando...
Enfim. Aguardem novas impressões sobre o quadro. De tão estranho que isso parece, nem eu sou capaz de confiar no meu próprio julgamento agora. E é muito próvavel que o choppe pós-plantão com bons amigos na minha livraria preferida tenha interferido no saldo do meu dia [Alê, Milena, Liza: obrigado!]. Ainda encontrei lá, o Rodrigo Amarante!
Abraços a todos!
P.S.: Não conheço a definição filosófica de silogismo. Pelo que me lembro mal do colegial, deve estar mal-usado aqui.
Estou de bom-humor porque cheguei do plantão.”
Para alguns desse poucos que me lêem que não são – ou foram – acadêmicos de medicina em plantões de emergência de grandes hospitais públicos, o silogismo simples acima até que pode fazer algum sentido.
Mas aqueles que passaram por isso haverão de concordar que eu negarei que algum dia disse isso muito, muito em breve. Me chamem de maluco! [chamem mesmo!] Mas entrei no plantão do maior serviço de emergência da América do Sul – leia-se a representação mais visceral do caos social da América Latina -, depois de uma noite sem pregar o olho de tão ansioso até as seis e meia da manhã. Rodei durante horas, me perdendo mais do que me achando, por corredores verdes de odores questionáveis onde nunca tinha estado. E o resultado é que fiquei contente. Nunca sabebrei como, mas ao final das contas, acabei me achando...
Enfim. Aguardem novas impressões sobre o quadro. De tão estranho que isso parece, nem eu sou capaz de confiar no meu próprio julgamento agora. E é muito próvavel que o choppe pós-plantão com bons amigos na minha livraria preferida tenha interferido no saldo do meu dia [Alê, Milena, Liza: obrigado!]. Ainda encontrei lá, o Rodrigo Amarante!
Abraços a todos!
P.S.: Não conheço a definição filosófica de silogismo. Pelo que me lembro mal do colegial, deve estar mal-usado aqui.
sexta-feira, agosto 20, 2004
A cidade
Aqui no Rio, muita gente se refere ao centro da cidade apenas como "cidade". E já fazia muito tempo, eu não andava por essas bandas. Hoje, após a confirmação voluntária da tragédia de todos os meus fins-de-semana - pelo menos até feveriro - com a inscrição na emergência do "Sousa", eu vim andando encontrar o meu pai no trabalho para almoçar.
E eu já não me lembrava como era isso aqui. Após atravessar o deserto da Av. Presidente Vargas, com um sol que racha cabeça de sertanejo nordestino, passando por trás da famosíssima Central do Brasil ouvindo música de corno de toda diversidade, eu ouço um CACAREJO ao meu lado.
Não, eu ainda não estou alucinando. Era uma pequena granja, com gaiolas sobre gaiolas de galinhas, de verdade, no meio do caos do centro da cidade. Com o pescoço pra fora das grades, elas pareciam tranqüilamente integradas ao ambiente. Ao lado, uma garagem adaptada a salão de beleza, com uma foto enorme de morena dos anos oitenta muito maquiada, de cabelos cacheados e muito volumosos, esvoaçantes.
Um depósito enorme de doçes, botequins vizinhos uns do outros e carros que só se vê em documentários sobre a Cidade do México estacionados anarquicamente completaveam a paisagem surreal.
Uma inspiração!
E eu já não me lembrava como era isso aqui. Após atravessar o deserto da Av. Presidente Vargas, com um sol que racha cabeça de sertanejo nordestino, passando por trás da famosíssima Central do Brasil ouvindo música de corno de toda diversidade, eu ouço um CACAREJO ao meu lado.
Não, eu ainda não estou alucinando. Era uma pequena granja, com gaiolas sobre gaiolas de galinhas, de verdade, no meio do caos do centro da cidade. Com o pescoço pra fora das grades, elas pareciam tranqüilamente integradas ao ambiente. Ao lado, uma garagem adaptada a salão de beleza, com uma foto enorme de morena dos anos oitenta muito maquiada, de cabelos cacheados e muito volumosos, esvoaçantes.
Um depósito enorme de doçes, botequins vizinhos uns do outros e carros que só se vê em documentários sobre a Cidade do México estacionados anarquicamente completaveam a paisagem surreal.
Uma inspiração!
segunda-feira, agosto 16, 2004
Acabei!!!
Amigos,
Sinto-me muito feliz em pode anunciar que, finalmente, depois de muitas tentativas frustradas acabei de ler um livro sem interromper a leitura desde que a comecei.
"A metamorfose", que comentei antes, é o meu troféu.
Tudo bem que é um livro curto, intrigante do início ao fim, mas isso não me tira o mérito!
E mais! Já comecei outro! Por influência do filme, mas não por qualquer puritanismo de "ler o livro antes de ver o filme", comecei a ler Olga, um tipo de leitura que não me é nada habitual. O texto, apesar de romanceado, é bastante documental, num tom jornalístico que, a princípio, não me agrada. Mas tô experimentando uma sensação nova: é como se a história do Brasil e do mundo, antes indigesta e quadrada, se tornasse uma novela que desce mais redondo, redondo... [rodopiando, pra quem prefere Skol Beats. Eu não.]
Pronto. Mas não quero que o blog se torne veículo pra noticiar minhas evoluções literárias. Isso é muito chato. Não sei como vocês agüentam. Vou pensar no que fazer...
Sinto-me muito feliz em pode anunciar que, finalmente, depois de muitas tentativas frustradas acabei de ler um livro sem interromper a leitura desde que a comecei.
"A metamorfose", que comentei antes, é o meu troféu.
Tudo bem que é um livro curto, intrigante do início ao fim, mas isso não me tira o mérito!
E mais! Já comecei outro! Por influência do filme, mas não por qualquer puritanismo de "ler o livro antes de ver o filme", comecei a ler Olga, um tipo de leitura que não me é nada habitual. O texto, apesar de romanceado, é bastante documental, num tom jornalístico que, a princípio, não me agrada. Mas tô experimentando uma sensação nova: é como se a história do Brasil e do mundo, antes indigesta e quadrada, se tornasse uma novela que desce mais redondo, redondo... [rodopiando, pra quem prefere Skol Beats. Eu não.]
Pronto. Mas não quero que o blog se torne veículo pra noticiar minhas evoluções literárias. Isso é muito chato. Não sei como vocês agüentam. Vou pensar no que fazer...
domingo, agosto 08, 2004
A Metamorfose
Com esse post, convido vocês ao incrível mergulho que venho fazendo [e conseguindo persistir!] esses dias no surreal “A Metamorfose” de Franz Kafka. A obra vem se provando tudo aquilo que eu esperava desde que, no primeiro colegial, uma professora interessante me recomendara a leitura.
E é uma oportunidade de cutucar a Júlia, que também queria ler e ficou pra trás nessa! :-)
O trecho a seguir foi levianamente selecionado dentro de uma infinidade de momentos da história que todo mundo devia conhecer. Leituras repetidas podem ser necessárias para chegar ao fundo da mensagem, de circuntâncias a princípio alheias, mas que carregam dilemas identificáveis por todos nós: o que é que hoje ameaça a preservação daquilo que nos alerta de que somos humanos? Será que somos capazes de semelhante apego a tal objeto de memória, procurando ser fiéis a ele, ainda que isso nos imponha alguma restrição? O que estamos deixando para trás em busca de maior comodidade?
“(...) e não é como se estivéssemos mostrando, com o afastamento dos móveis, que abandonamos qualquer tipo de esperança numa melhora, largando-o à própria sorte? Acredito que o melhor seria procurarmos manter o quarto exatamente no estado em que se encontrava antes, a fim de que Gregor, quando voltar a nós, encontre tudo como estava e possa esquecer de modo mais fácil de tudo o que aconteceu nesse meio tempo.”
[...]
“[Gregor] Tinha de fato vontade de mandar que seu quarto, aquele quarto morno, confortavelmente instalado com móveis herdados, fosse transformando em uma toca, na qual ele poderia se arrastar com liberdade em todas as direções, sem ser perturbado, mas pagando o preço de esquecer de modo simultâneo, rápido e completo seu passado humano? De fato agora já estava próximo de esquecer, e apenas a voz de sua mãe, que ele não ouvia há tempo, dera-lhe uma sacudida interna. Nada deveria ser afastado; tudo tinha de ficar; as boas influências dos móveis sobre sua situação ele não podia dispensar; e se os móveis o prejudicassem no ato de se arrastar por aí sem sentido, isso não era um prejuízo, mas sim uma grande vantagem.”
E é uma oportunidade de cutucar a Júlia, que também queria ler e ficou pra trás nessa! :-)
O trecho a seguir foi levianamente selecionado dentro de uma infinidade de momentos da história que todo mundo devia conhecer. Leituras repetidas podem ser necessárias para chegar ao fundo da mensagem, de circuntâncias a princípio alheias, mas que carregam dilemas identificáveis por todos nós: o que é que hoje ameaça a preservação daquilo que nos alerta de que somos humanos? Será que somos capazes de semelhante apego a tal objeto de memória, procurando ser fiéis a ele, ainda que isso nos imponha alguma restrição? O que estamos deixando para trás em busca de maior comodidade?
“(...) e não é como se estivéssemos mostrando, com o afastamento dos móveis, que abandonamos qualquer tipo de esperança numa melhora, largando-o à própria sorte? Acredito que o melhor seria procurarmos manter o quarto exatamente no estado em que se encontrava antes, a fim de que Gregor, quando voltar a nós, encontre tudo como estava e possa esquecer de modo mais fácil de tudo o que aconteceu nesse meio tempo.”
[...]
“[Gregor] Tinha de fato vontade de mandar que seu quarto, aquele quarto morno, confortavelmente instalado com móveis herdados, fosse transformando em uma toca, na qual ele poderia se arrastar com liberdade em todas as direções, sem ser perturbado, mas pagando o preço de esquecer de modo simultâneo, rápido e completo seu passado humano? De fato agora já estava próximo de esquecer, e apenas a voz de sua mãe, que ele não ouvia há tempo, dera-lhe uma sacudida interna. Nada deveria ser afastado; tudo tinha de ficar; as boas influências dos móveis sobre sua situação ele não podia dispensar; e se os móveis o prejudicassem no ato de se arrastar por aí sem sentido, isso não era um prejuízo, mas sim uma grande vantagem.”
sexta-feira, agosto 06, 2004
My personal doom
Então, está confirmado o que eu premia há 4 posts: minha tragédia pessoal, vagando desamparado e desorientado [academicamente, inclusive] pelos corredores mal-iluminados do Souza Aguiar, o maior e mais precário serviço de emergência da América Latina [preciso confirmar esse dado, mas acho que é isso].
Vou estar pagando para passar uma noite em claro e um dia do meu fim de semana num ambiente hostil para qualquer dos sentidos [aqueles 5 clássicos, em ordem de ofensa: olfato, visão, audição, tato, paladar], sem que minha aprovação signifique qualquer privilégio: a relação candidato/vaga era 2:1...
Assim, poderia ser humilhante se eu não tivesse entrado. Mas acho que eu lidaria melhor com a minha vergonha...
Estou pronto! Me atirem aos leões!
Vou estar pagando para passar uma noite em claro e um dia do meu fim de semana num ambiente hostil para qualquer dos sentidos [aqueles 5 clássicos, em ordem de ofensa: olfato, visão, audição, tato, paladar], sem que minha aprovação signifique qualquer privilégio: a relação candidato/vaga era 2:1...
Assim, poderia ser humilhante se eu não tivesse entrado. Mas acho que eu lidaria melhor com a minha vergonha...
Estou pronto! Me atirem aos leões!
Otimização
Descobri uma grande desvantagem em postar com muita freqüência: os poucos comments dos leitores que preservei se pulverizam... É triste ver um post sem nenhum comentário... [vide Gentileza]
Ainda vou achar a taxa ideal de postagem pra otimizar o resultado.
Ainda vou achar a taxa ideal de postagem pra otimizar o resultado.
quarta-feira, agosto 04, 2004
En la radio
De algumas coisas, gosto porque são sensatas, que dizer, respeitam meu bom senso. É oi caso dessa música do Frejat, que expressa um desejo de bem muito afetuoso mas admite, com igual peso e realismo, as imperfeições e inconvenientes da vida: não há como ter todos os amigos do mundo, o dinheiro é necessário, o cansaço é inevitável, o que é deste mundo sempre acaba. E que exista amor pra recomeçar.
Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Amor pra recomeçar - Frejat
Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Amor pra recomeçar - Frejat
Pagar a língua
Tive insônia de madrugada. Só adormeci depois que minha irmã já tinha saído para acordar menos de uma hora depois. Perdi a hora, claro! Levantei num susto às 9h30 para reparar que o pigarro discreto de ontem tinha-se tornado tosse forte e a garganta arranhava e ardia. Com o nariz selado, respirar pela boca não ajudou. Agora, começa uma leve dor de cabeça...
Tem aula chata à tarde, com presença obrigatória e só no final.
Não disse que eu desconfiava daquela benevolência toda?
Tem aula chata à tarde, com presença obrigatória e só no final.
Não disse que eu desconfiava daquela benevolência toda?
Gentileza
Digitando o título me lembrei do Profeta Gentileza, das frases nos pilares sob o viaduto na Zona Portuária. Que coisa...
Mas esse é um post de pluma leve que tem a vida breve, porque na minha tem tido vento sem parar, mais como uma brisa que mantém a leveza dos dias. [ao estilo do Joaquim]
Depois de recesso curto e conturbado - uma semana de sono invertido que passou em branco - o período na faculdade reinicia em ritmo de preguiça baiana. Vou lendo jornal para a aula boa das 8h, acabando às 11h... Duas horas [e meia, às vezes] de almoço, sobremesa, café em dias alterandos de aula chata à tarde, saindo às 16h. Senão, chego em casa às 13h, podendo escolher completar o sono com uma soneca depois do almoço, ver um filme na TV, continuar lendo "A Metamorfose" do Kafka [excelente, por sinal!], cuidar do Orkut, do PP...
Além disso, os amigos andam me procurando, querendo conviver, tornando útil e agradável esse crédito de tempo inédito desde A Greve [2001]. Júlia, Milena, Liza: ótimas companhias de chopp, caipirinha e café-fim-de-noite na Letras, de domingo a domingo [elas estão de férias, eu só acho que estou...]. Camila, mencionando o ótimo Lord Jim do domingo. Choppe de aniversário e muitas risadas da Mi na segunda [parabéns menina!]. Patrick e "fashion consulting" no Rio Sul de tarde. Caipirinha do Botequim Carioca em mesa para dez na terça. Municipal amanhã...
Tô com o mau pressentimento da iminência de um contra-golpe covarde... Acho que isso tudo é bônus antecipado em compensação da futura tragédia das salas de emergência dos hospitais públicos [como férias seguidas de demissão]. A galope, vem chegando o meu inferno astral no limbo da dignidade humana... Mais e mais impostergável. Onde é que eu vou parar?
Só me resta "carpe diem", meus amigos! Carpe diem!
Mas esse é um post de pluma leve que tem a vida breve, porque na minha tem tido vento sem parar, mais como uma brisa que mantém a leveza dos dias. [ao estilo do Joaquim]
Depois de recesso curto e conturbado - uma semana de sono invertido que passou em branco - o período na faculdade reinicia em ritmo de preguiça baiana. Vou lendo jornal para a aula boa das 8h, acabando às 11h... Duas horas [e meia, às vezes] de almoço, sobremesa, café em dias alterandos de aula chata à tarde, saindo às 16h. Senão, chego em casa às 13h, podendo escolher completar o sono com uma soneca depois do almoço, ver um filme na TV, continuar lendo "A Metamorfose" do Kafka [excelente, por sinal!], cuidar do Orkut, do PP...
Além disso, os amigos andam me procurando, querendo conviver, tornando útil e agradável esse crédito de tempo inédito desde A Greve [2001]. Júlia, Milena, Liza: ótimas companhias de chopp, caipirinha e café-fim-de-noite na Letras, de domingo a domingo [elas estão de férias, eu só acho que estou...]. Camila, mencionando o ótimo Lord Jim do domingo. Choppe de aniversário e muitas risadas da Mi na segunda [parabéns menina!]. Patrick e "fashion consulting" no Rio Sul de tarde. Caipirinha do Botequim Carioca em mesa para dez na terça. Municipal amanhã...
Tô com o mau pressentimento da iminência de um contra-golpe covarde... Acho que isso tudo é bônus antecipado em compensação da futura tragédia das salas de emergência dos hospitais públicos [como férias seguidas de demissão]. A galope, vem chegando o meu inferno astral no limbo da dignidade humana... Mais e mais impostergável. Onde é que eu vou parar?
Só me resta "carpe diem", meus amigos! Carpe diem!
terça-feira, agosto 03, 2004
Joaquim
O primeiro nome do cara, colocado solto assim, é inesperado/engraçado. Não sei se combina. E faz um tempão que ele não aparecia por aqui. É que sou relapso mesmo e me esqueci dele. Mas continua se superando.
Mais uma vez sou obrigado a recomendar pra todo mundo a coluna de ontem do Joaquim Ferreira dos Santos no Segundo Caderno do Globo:
É genial! Resume todo o desarranjo do carioca diante do Rio em tempos de pouco sol como esses, louvando o Astro Rei, regente de Leão, numa fusão musical de verso e prosa, astrologia e meteorologia...
Tudo de contemporâneo pra um comédia que já não é tão novo assim [reparem em "54 julhos" da vida dele...]. Outra surpresa.
A gente vai lendo e vai tendo vontade de continuar cantando cada verso cuja melodia invade o texto.
Ganha um doce quem encontrar o maior número de citações musicais!
Para os não cadastrados e interessados, eu mando o texto por email.
Mais uma vez sou obrigado a recomendar pra todo mundo a coluna de ontem do Joaquim Ferreira dos Santos no Segundo Caderno do Globo:
É genial! Resume todo o desarranjo do carioca diante do Rio em tempos de pouco sol como esses, louvando o Astro Rei, regente de Leão, numa fusão musical de verso e prosa, astrologia e meteorologia...
Tudo de contemporâneo pra um comédia que já não é tão novo assim [reparem em "54 julhos" da vida dele...]. Outra surpresa.
A gente vai lendo e vai tendo vontade de continuar cantando cada verso cuja melodia invade o texto.
Ganha um doce quem encontrar o maior número de citações musicais!
Para os não cadastrados e interessados, eu mando o texto por email.