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domingo, abril 25, 2004

Dor! 

A partir de hoje, de agora, eu posso atestar o que já li inúmeras vezes nas introduções de trabalhos sobre cefaléias [é o tópico da experiência mais próxima de uma iniciação cinetífica que tive na faculdade]: é uma doença debilitante!
A dor que sinto agora - como se dentro do meu encéfalo curssasse a gestação de um bebê-elefante e, pior!, a minha maior vontade é a de pari-lo o quanto antes - é cabivelmente a maior causa de absenteísmo dos EUA. Entendo até como pode levar ao suicídio.
Não sei se grito, se dou um murro na parede, se dou com a cabeça na parede, se cedo à náusea, se bebo mais água, se tomo mais remédio... É exaustivo, mas não consigo pensar em outra coisa!

Compadeço-me enormemente de quem é vítima dessa tortura interna cronicamente, em especial da minha amiga Lu, cujo sofrimento já presenciei tantas vezes, mas nunca compreendi tão bem. Nada justifica isso, amigos! Eu estou com vocês!

Benditos sejam os tratamentos agudo e crônico das cefaléias de qualquer origem, primárias ou secundárias!
Viva aos triptanos, beta-bloqueadores, tricíclicos, anti-epiléticos, AINE's, IMAO e quaisquer drogas que livrem um ser humano - o mais vil! - desse padecimento, ainda que paliativamente!!

Preciso retomar esse trabalho de iniciação científica...

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