quarta-feira, junho 09, 2004
Trechos de Ausência - da série Vinícius
A maior tristeza que já li.
Vejo o verso do "exausto" como se fosse meu. Porque tantas vezes é só assim que me ofereço: exausto. De mim.
"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado."
É a expressão mortificada de não se ver capaz de oferecer nada além da própria inadequação, fadiga e fraqueza ao ser tão intimamente amado.
E termina assim:
"Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada"
De Antologia poética
Vejo o verso do "exausto" como se fosse meu. Porque tantas vezes é só assim que me ofereço: exausto. De mim.
"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado."
É a expressão mortificada de não se ver capaz de oferecer nada além da própria inadequação, fadiga e fraqueza ao ser tão intimamente amado.
E termina assim:
"Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada"
De Antologia poética
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