domingo, outubro 10, 2004
Com autorização expressa
Essa é mais uma das pérolas [em nada pejorativo] que venho encontrando em blogs de gentes mais que interessantes que foram garimpadas e reunidas numa confraria sob a alcunha de Setetcetera.
Dentre elas, está o João, descoberta mais recente que me surpreendeu com esse trecho tão meu que ainda é estranho que não tenha sido eu a escrevê-lo. Por causa disso e com autorização do autor registrada no comments anterior, me achei na obrigação de postá-lo aqui, pra que vcs saibam que eu escreveria assim:
"O meu medo de quase nada chega a me assustar. E mesmo com tanta vontade, sei que escrever é uma pequena atividade perto da vida que amo tanto que chega a doer. Ter muita vida dói, mas mesmo assim é bom porque uma hora chega a paz e com ela o controle, a apreciação do fenômeno. Tenho vida pra dar e me orgulho disso. Sei que a dor da não-vida do que antes era vivo é proporcionalmente grandiosa; mas a dor passa e a vida fica porque é mais forte do que tudo, mais forte até mesmo do que o nada, tanto que rompeu essa coisa chata e criou parques e crianças correndo. Criou acasos que me fizeram contemplar os seus moldes em um domingo leve e com café desencadeando existência na boca. Trouxe situações que me fizeram desejá-la. Sim, desejá-la.
A vida cada vez mais me enlaça e se oferece. Fértil, permeando tudo o que existe enquanto com um largo sorriso que não vejo, apenas sinto no peito, me enlaça com as suas pernas e me abre a boca para um beijo que me enche de febre, me enche de luz e de desejo intenso por ela. Pela vida, cada vez mais, assumindo a minha fraqueza como um homem que lagrima no colo de uma mulher e me fazendo desejá-la até o fim, intensamente. No claro, na luz. Enquanto eu tiver forças para permanecer acordado e afirmar que a desejo."
Dentre elas, está o João, descoberta mais recente que me surpreendeu com esse trecho tão meu que ainda é estranho que não tenha sido eu a escrevê-lo. Por causa disso e com autorização do autor registrada no comments anterior, me achei na obrigação de postá-lo aqui, pra que vcs saibam que eu escreveria assim:
"O meu medo de quase nada chega a me assustar. E mesmo com tanta vontade, sei que escrever é uma pequena atividade perto da vida que amo tanto que chega a doer. Ter muita vida dói, mas mesmo assim é bom porque uma hora chega a paz e com ela o controle, a apreciação do fenômeno. Tenho vida pra dar e me orgulho disso. Sei que a dor da não-vida do que antes era vivo é proporcionalmente grandiosa; mas a dor passa e a vida fica porque é mais forte do que tudo, mais forte até mesmo do que o nada, tanto que rompeu essa coisa chata e criou parques e crianças correndo. Criou acasos que me fizeram contemplar os seus moldes em um domingo leve e com café desencadeando existência na boca. Trouxe situações que me fizeram desejá-la. Sim, desejá-la.
A vida cada vez mais me enlaça e se oferece. Fértil, permeando tudo o que existe enquanto com um largo sorriso que não vejo, apenas sinto no peito, me enlaça com as suas pernas e me abre a boca para um beijo que me enche de febre, me enche de luz e de desejo intenso por ela. Pela vida, cada vez mais, assumindo a minha fraqueza como um homem que lagrima no colo de uma mulher e me fazendo desejá-la até o fim, intensamente. No claro, na luz. Enquanto eu tiver forças para permanecer acordado e afirmar que a desejo."
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