quinta-feira, novembro 11, 2004
Nossa crise humana
Crise humana, porque eu vejo emergir a larva da impressão de que não posso confiar. Eu, que confio tanto. Que preciso tanto confiar. Nego, mas nasce de mim, como se não fosse minha, não sendo bem-vinda, mas irrefreável. A primeira dúvida não pode existir. Se cruza a mirada em mínimo relançe, num lapso instantâneo, nada volta a ser o mesmo.
Impressão de que não posso confiar em intenções e sentidos. Estes, meus, aquelas, dos outros. Por que a leitura feita, tão plausível e evidente, deixa de ser certeza imediata? No primeiro lampejo de dúivida.
Por uma fresta, ela entra. E fica. E levanta suposições - "Será que não estou obnubilado? Que significa essa risada. E um comentário... Não sou eu o ótario da história? Claro que sou! Mas não vou mais ser feito de otário!"
E desafia, brinca com a certeza.
Corrosiva, a dúvida penetra e destrói. O que for, na solidez que tiver.Leva tempo, tem ajuda das intervenções de quem mais duvide. Mas cumpre seu fim. E deixa pela indignação - ira para os mais temperamentais - o rastro ácido da verdade escoriada. Sem ser real.
Ou será?
Impressão de que não posso confiar em intenções e sentidos. Estes, meus, aquelas, dos outros. Por que a leitura feita, tão plausível e evidente, deixa de ser certeza imediata? No primeiro lampejo de dúivida.
Por uma fresta, ela entra. E fica. E levanta suposições - "Será que não estou obnubilado? Que significa essa risada. E um comentário... Não sou eu o ótario da história? Claro que sou! Mas não vou mais ser feito de otário!"
E desafia, brinca com a certeza.
Corrosiva, a dúvida penetra e destrói. O que for, na solidez que tiver.Leva tempo, tem ajuda das intervenções de quem mais duvide. Mas cumpre seu fim. E deixa pela indignação - ira para os mais temperamentais - o rastro ácido da verdade escoriada. Sem ser real.
Ou será?
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